Mulheres Lideres

 

Empoderar a mulher é palavra de ordem para a nordestina Ana Lúcia Fontes, que em 2010 criou a Rede Mulher Empreendedora (RME), a primeira e maior plataforma com o objetivo de suprir os medos, dúvidas e dificuldades do empreendedorismo feminino. Sua ambição era apenas criar uma rede colaborativa, mas ela gostou tanto do que estava fazendo que ampliou as metas, transformou a rede em negócio e foi além: hoje a RME conta com mais de 500 mil participantes. Para completar, em 2017, Ana criou a ONG Instituto Rede Mulher Empreendedora, focada na capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade, e, em 2018, a Aceleradora Herd, responsável por criar programas de desenvolvimento e apoiar projetos e negócios femininos. Atualmente, é também pesquisadora de gênero, professora do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa e consultora de grandes empresas.

Tudo começou por acaso, mas impulsionado por conta de sua própria trajetória de vida e carreira profissional. Vinda de uma família pobre, do interior de Alagoas, com mais nove irmãos, ela migrou ainda criança com a família para São Paulo, onde trabalhou arduamente para a pagar a própria faculdade e investir em sua formação em Inglês até se tornar uma poderosa executiva. Ela sentia-se no auge, mas estava tão exausta por ter sempre que trabalhar mais e estudar mais para nunca ser passada para trás apenas por ser mulher que, em 2007 tomou a decisão de sair da empresa. Ela ainda voltou ao mercado alguns meses depois, mas ser mulher ainda sentia na pele a desigualdade de gênero. Foi quando resolveu empreender.

Sempre apostando no poder colaborativo para melhorar o mundo, Ana fez a Rede Mulher Empreendedora crescer com um modelo de negócio baseado em patrocínios e projetos especiais, tornando a marca referência com muitos reconhecimentos no ambiente de negócios com causa. Não à toa, hoje ela é considerada hoje uma das mulheres mais poderosas do Brasil pela Forbes. Junto com sua equipe, ela acredita que quando uma mulher é empoderada economicamente, com independência financeira e de decisão sobre seus negócios e sua vida, ela provoca mudanças que refletem não só dentro de casa, mas em toda a sociedade.

 


 

Em um setor comandado quase que apenas por homens, Heloísa Simão, CEO da Zodiac Produtos Farmacêuticos, faz parte do ainda pequeno grupo de mulheres que presidem empresas no Brasil. Casada há 34 anos e mãe de duas filhas gêmeas de 26, ela é a prova que é possível sim conciliar carreira e família.

Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, Heloísa complementou sua formação acadêmica com a participação em Programas de Liderança e Planejamento Estratégico na London Business School, Columbia Business School e IMD. A executiva tem ampla expertise em liderança de equipes para estruturação e reestruturação de negócios e liderou projetos regionais na América Latina de Liderança Feminina e Diversidade.

Heloísa se encantou com a indústria farmacêutica desde o início de sua carreira e nela atua há 35 anos, onde exerceu diversas posições nas áreas de Marketing e Negócios até assumir posições de CEO. Heloísa encontra na indústria farmacêutica um propósito especial: melhorar e prolongar a qualidade de vida do ser humano.

Consciente da importância da diversidade no sucesso dos negócios, desde 2003 está envolvida em programas e grupos de desenvolvimento de liderança feminina visando apoiar e fomentar a participação de mulheres no mercado de trabalho e o desenvolvimento de suas carreiras. Atualmente na Zodiac, cerca de 50% dos 500 funcionários são mulheres, inclusive no Comitê Executivo. Nos últimos anos, a Zodiac tem sido reconhecida como uma das Melhores Empresas para a Mulher trabalhar pelo GPTW.

Com sua carreira consistente, ela tem demonstrado forte compromisso com a ascensão feminina no mercado de trabalho. Vem buscando uma combinação equilibrada de seu time e seu trabalho é uma inspiração para que mais mulheres profissionais e estudantes em formação busquem e percebam suas oportunidades no mercado.